Bullying não é brincadeira! O que fazer quando  a criança ou jovem sofre ou pratica  o bullying.


Bullying não é brincadeira!

O que fazer quando a criança ou jovem sofre ou pratica o bullying.

A palavra inglesa Bullying surgiu há pouco tempo em nosso vocabulário, popularizou-se recentemente, mas a prática já existe há muito tempo. Esta prática prejudica a aprendizagem dos alunos, tornando-se um grande problema para a escola , para a família e para o grupo .

O bullying poderá se manifestar de muitas maneiras, através de uma agressividade verbal, física, psicológica, moral, sexual ou virtual (Cyber bullying). O Cyber bullyng ocorre quando há ofensas pelas redes sociais e pelos canais virtuais hoje existentes.

O bullying prejudica quem é atacado, mas também o buller, ou seja o agressor.

Mas como identificar o bullying? Convido aos pais a observarem o comportamento dos filhos em casa. Quando sofrem ou praticam o bullying, a criança ou jovem demonstra alguns sinais e precisamos estar atentos a eles.

Há pequenos alertas diários, quando a criança ou jovem sofre bullying, tais como:

  • Não querer ir para a escola;

  • Trazer o material escolar ou objetos pessoais danificados ou roubados com frequência;

  • Gasto excessivo na cantina da escola, ou perda de dinheiro ou mesada;

  • Reclama de mal estar físico (dor de estômago, vômitos, dor de cabeça) ;

As crianças que sofrem a agressão, tem vergonha de contar para os pais ou responsáveis e permanecem omissos. Muitos pais criticam os filhos, principalmente os meninos por não saberem se defender, pela sua possível “fraqueza” e isso também pode acarretar a ocultação do bullying.

O bullying tem um impacto negativo na autoestima da criança ou do jovem, pois muitas vezes pode se tornar um adulto com baixa autoestima, com problemas de relacionamento, depressão ou tendência a dependência de drogas ou álcool.

Em contrapartida, temos a criança ou o jovem agressor (buller), aquele que pratica o bullying. Neste caso torna-se ainda mais difícil para a família aceitar esta condição para o seu filho.

Quem ataca pode ter conflitos emocionais e é através do ataque que ele chama atenção para si. Pode ser o ataque ao mais inteligente, ao mais amado, ou ao diferente do grupo.

Podemos identificar em casa, alguns sinais do comportamento do buller:

  • Agressividade nas situações cotidianas;

  • Raiva, irritabilidade, arrogância, brincadeiras físicas que podem machucar ou verbais de mal gosto. Divertem-se muitas vezes com o sofrimento alheio. Esse comportamento que aparece sutilmente em casa e pode ser encontrado na escola de uma maneira mais intensa;

  • Isola-se, gasta horas na internet e costumam desligar os eletrônicos ao notar a presença de um adulto.

Mas o que fazer diante do bullying? Converse com o seu filho, e aproxime-se mais da vida dele. Pergunte como foi o seu dia, se tudo correu bem. Fique atento as mudanças de comportamento, como utilizar roupas quentes em dias de calor para esconder algum hematoma ou automutilação. E converse com a escola. A escola também é corresponsável por observar as situações de bullying. Se o seu filho sofre bullying, oriente-o a manter-se em grupo no colégio, na saída da escola e no intervalo para o lanche, pois a possibilidade dele ser agredido será reduzida. Nesta fase é muito importante o apoio psicológico desta criança ou jovem para o fortalecimento da autoestima e entendimento do seu conflito. Se estiver muito difícil, dividam o problema e peçam ajuda profissional. Converse com a escola do seu filho, médico e um psicólogo da sua confiança.

Muitas vezes o bullying pode surgir devido a um conflito familiar como separações conjugais, brigas, problemas financeiros, morte de um ente querido ou falta de limites para esta criança ou jovem. Dar o limite para a criança também é um ato de amor. Falar “não” educa para a vida, pois são em nossas frustações que crescemos e nos fortalecemos.

A família que não dá atenção ao bullying por achar que é algo passageiro, poderá contribuir para a formação de um adulto inseguro e repleto de questões emocionais não resolvidas.

Por isso, o diálogo diário, a atenção e o olhar sincero para a criança ou o jovem são essenciais para a difícil arte de educar e amar.

E lembre-se, a prática do bullying não é uma simples brincadeira. Procure a ajuda de um psicólogo.

Sejam felizes!

Um abraço,

www.lucianaderenze.com

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